sexta-feira, 12 de março de 2010

Uma opção!...

A notícia, hoje, em http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1517275, só pode deixar qualquer ser humano constrangido e tendencialmente voltado para a introspecção.

Obviamente que a vida de qualquer pessoa exige muitos sacrifícios que uns superam ou aceitam mais facilmente do que outros.

Na verdade, só pensamos na vida quando somos colocados perante a morte.
É assim que vemos e sentimos os silêncios das pessoas na despedida terrena do corpo de alguém.

Alberto Caeiro esboça uma ideia sobre esta matéria:


É talvez o último dia da minha vida.
Saudei o Sol, levantando a mão direita,
Mas não o saudei, dizendo-lhe adeus,
Fiz sinal de gostar de o ver antes: mais nada.


Continuando com a literatura portuguesa, cito Fernando Pessoa:

A miséria do meu ser,
Do ser que tenho a viver,
Tornou-se uma coisa vista.
Sou nesta vida um qualquer
Que roda fora da pista.

Ninguém conhece quem sou
Nem eu mesmo me conheço
E, se me conheço, esqueço,
Porque não vivo onde estou.
Rodo, e o meu rodar apresso.

É uma carreira invisível,
Salvo onde caio e sou visto,
Porque cair é sensível
Pelo ruído imprevisto...
Sou assim. Mas isto é crível?

Termino com este Fernando Pessoa:

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...


Vivamos tranquilamente e a vida sernos-á mais agradável e fácil de saborear!
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