Tom Stonier
Professor Tom Stonier, who has died aged 72, was frequently called the "professor of futurology". For more than four decades he examined the ingredients of technological and scientific change, pointing out how our social, economic and political environment was in the process of transformation. He was a humanist, scientist and poet-philosopher.
It was Stonier who, more than 25 years ago, began a campaign to transform our education system, linking it with the development of computers, which he saw as liberators of human talents. He recognized very early on that a combination of education and computers would unlock the door to the information society, and argued that education had to become the most important investment in the future of all societies.
Stonier was born in Hamburg to a German-Jewish father and a French mother. In 1939, when he was 12, the family fled to New York, where he read biology at Drew University before taking a PhD at Yale in 1955. He began his scientific career as a research associate at Rockefeller University before joining the biology faculty at Manhattan College, New York, in 1962.
His first book, Nuclear Disaster, published in 1964, was based on his 1961 report to the New York Academy of Sciences which dealt with the biological and environmental effects of dropping a 20-megaton bomb on Manhattan. The book won world-wide attention and drew Stonier into the limelight as a pioneer proponent of peace studies. In 1973, he came to Britain and founded the school of peace studies at Bradford University.
In 1975 Stonier was appointed to the foundation chair in science and society at Bradford, where he specialized in the interaction of science, technology and society. His six books and countless monographs included The Wealth Of Information: A Profile Of The Post-Industrial Economy (1983), Information And The Internal Structure Of The Universe (1990), Beyond Information: The Natural History Of Intelligence (1992), and Information And Meaning; An Evolutionary Perspective (1997). His most recent book, No More War: The Hidden Evolution To Peace, will be published next year.
Consulted widely by governments throughout the world, Stonier lectured in Canada, Australia, China and south-east Asia. He was also consultant to some of the largest international companies, a member of the New York Academy of Sciences and a life fellow of the Royal Society of Arts.
Stonier reached the conclusion that computers were contributing to a biological change in the nature of human beings as well as human relationships: "The increase in computer power has been roughly 10-fold for every six or seven years over the last 30 or more years," he pointed out. "At this rate, early in the next century computer power will be about 1,000 times that of today's machines."
He is survived by his wife Judith, seven children and six grandchildren.
• Tom 'Ted' Stonier, academic, born April 29, 1927; died June 15, 1999
in http://www.steinschneider.com/biography/tomstonier.htm
segunda-feira, 12 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
OS DEFEITOS DO OUTRO SÃO A NOSSA CARA

O que transita em nossa mente e circula em nosso coração, é o que está á nossa frente; materializado como pessoas, fatos, acontecimentos...
Quando começamos a enxergar defeitos nas pessoas, é hora de ficarmos espertos. Só percebemos o que conhecemos e faz parte de nossos arquivos pessoais. Quanto mais algum defeito de caráter do próximo me incomoda mais forte ele está presente em mim. Se a intolerância dos outros me incomoda; sou mais intolerante ainda. Se a inveja das pessoas me perturba é a minha que destaca a dos outros. Pessoas mentirosas me escandalizam; é hora de rever como uso a verdade. A vida cotidiana é um espelho onde refletimos o que nos vai na alma; as pessoas que se apresentam á nossa frente são a nossa cara; os acontecimentos e fatos que nos escandalizam refletem o que guia nossos mais negados interesses.
Quando apontamos os defeitos e erros dos outros tentamos negar e esconder os nossos, tão iguais – Nessa ocasião somos os espelhos de nós mesmos. Duvida? Renega isso? – Então cuidado: Caso tenhamos o hábito de apontar os defeitos do próximo com freqüência, é melhor carregarmos um espelho no bolso. Se ainda lançamos mão da crítica, o problema é muito mais grave; preparemo-nos para levar bordoada de todo lado. Se apenas ao pensar já estou me dedurando; pior ainda, se falo ou escrevo sobre o problema do outro; aí sim, estou em maus lençóis. Podemos discordar; espernear; arrumar mil desculpas e justificativas – Perda de tempo, pois: Tudo que nos chama a atenção no outro é o reflexo de nós mesmos.
(http://americocanhoto.blogspot.com/2008/09/os-defeitos-do-outro-so-nossa-cara.html)
sábado, 12 de junho de 2010
Mais vale ser invejado que lastimado (Heródoto)
O mal que fazemos não suscita tanto a perseguição e o ódio como as nossas boas qualidades (François La Rochefoucauld).
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Partilho um email recebido!
Por que será que o insucesso escolar entre os alunos dos países do Leste Europeu a residirem em Portugal é residual?
Para responder a esta pergunta, não posso deixar de repescar esta conversa publicada no ProfBlog em 13 de Fevereiro de 2009:
Fui, esta tarde, à reprografia da escola e encontrei uma funcionária nova.
Perguntei: "É brasileira?"
Ela respondeu: "sou moldava".
"E onde é que aprendeu a falar tão bem o português?"
Ela: "Eu? Sozinha!"
"Tem filhos?"
"Dois. Estão na escola".
"Gosta da escola portuguesa?", perguntei.
"Muito diferente da Moldávia. Em Portugal não há respeito pelos professores e a escola ensina pouco. Nada exigente", respondeu.
"Por que razão os alunos do Leste têm tão bons resultados?", perguntei.
"Muito trabalho em casa. Duas horas por dia de estudo. É pena aqui os professores não passarem trabalhos para casa. Alunos portugueses não respeitam os professores. Os nossos respeitam. Damos valor à escola", acrescentou.
Há 5 variáveis que estão presentes nos alunos do Leste Europeu a residirem em Portugal e que estão ausentes dos lares de muitas famílias de alunos lusos: trabalho, esforço, responsabilidade, respeito e expectativas.
Podem forrar de mármore as paredes das escolas, cobrir as secretárias com computadores da última geração e colocar professores de apoio em todas as salas de aula. Se estas 5 variáveis não estiverem presentes, os alunos não aprendem.
O problema do mau desempenho dos alunos portugueses - um facto sempre confirmado pelos resultados do PISA - tem uma razão e apenas uma razão: falta de gosto pelo trabalho, desprezo pelo esforço, falta de responsabilidade e de respeito e expectativas baixas.
Enquanto estas variáveis não forem introduzidas nas mentes dos pais e dos alunos, não há metodologia, recursos materiais e professores capazes de resolver o problema.
O meu caso pessoal e o de muitos outros portugueses da minha geração confirma a tese. Perdi o meu pai aos 4 anos de idade. A minha mãe exercia uma profissão que a mantinha fora de casa 8 horas por dia, seis dias por semana. Aos 8 anos de idade, fui para um colégio interno. E fui sujeito a uma forte disciplina e a um calendário de estudo rígido: 3 horas de estudo diário, incluindo sábados e domingos.
Foi o que me valeu. Foi aí que ganhei resiliência, coragem, gosto pelo trabalho, capacidade de sacrifício, responsabilidade, respeito e expectativas elevadas. Sem essas variáveis, teria sido um zé-ninguém, tal como vão ser os jovens a quem as políticas educativas privam da presença daqueles valores.
Para responder a esta pergunta, não posso deixar de repescar esta conversa publicada no ProfBlog em 13 de Fevereiro de 2009:
Fui, esta tarde, à reprografia da escola e encontrei uma funcionária nova.
Perguntei: "É brasileira?"
Ela respondeu: "sou moldava".
"E onde é que aprendeu a falar tão bem o português?"
Ela: "Eu? Sozinha!"
"Tem filhos?"
"Dois. Estão na escola".
"Gosta da escola portuguesa?", perguntei.
"Muito diferente da Moldávia. Em Portugal não há respeito pelos professores e a escola ensina pouco. Nada exigente", respondeu.
"Por que razão os alunos do Leste têm tão bons resultados?", perguntei.
"Muito trabalho em casa. Duas horas por dia de estudo. É pena aqui os professores não passarem trabalhos para casa. Alunos portugueses não respeitam os professores. Os nossos respeitam. Damos valor à escola", acrescentou.
Há 5 variáveis que estão presentes nos alunos do Leste Europeu a residirem em Portugal e que estão ausentes dos lares de muitas famílias de alunos lusos: trabalho, esforço, responsabilidade, respeito e expectativas.
Podem forrar de mármore as paredes das escolas, cobrir as secretárias com computadores da última geração e colocar professores de apoio em todas as salas de aula. Se estas 5 variáveis não estiverem presentes, os alunos não aprendem.
O problema do mau desempenho dos alunos portugueses - um facto sempre confirmado pelos resultados do PISA - tem uma razão e apenas uma razão: falta de gosto pelo trabalho, desprezo pelo esforço, falta de responsabilidade e de respeito e expectativas baixas.
Enquanto estas variáveis não forem introduzidas nas mentes dos pais e dos alunos, não há metodologia, recursos materiais e professores capazes de resolver o problema.
O meu caso pessoal e o de muitos outros portugueses da minha geração confirma a tese. Perdi o meu pai aos 4 anos de idade. A minha mãe exercia uma profissão que a mantinha fora de casa 8 horas por dia, seis dias por semana. Aos 8 anos de idade, fui para um colégio interno. E fui sujeito a uma forte disciplina e a um calendário de estudo rígido: 3 horas de estudo diário, incluindo sábados e domingos.
Foi o que me valeu. Foi aí que ganhei resiliência, coragem, gosto pelo trabalho, capacidade de sacrifício, responsabilidade, respeito e expectativas elevadas. Sem essas variáveis, teria sido um zé-ninguém, tal como vão ser os jovens a quem as políticas educativas privam da presença daqueles valores.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Autobiografia!...
"...Quando eu era pequena havia um mistério chamado Infância. Nunca tínhamos ouvido falar de coisas aberrantes como educação sexual, política e pedofilia. Vivíamos num mundo mágico de princesas imaginárias, príncipes encantados e animais que falavam. A pior pessoa que conhecíamos era a Bruxa da Branca de Neve. Fazíamos hospitais para as formigas onde as camas eram folhinhas de oliveira e não comíamos à mesa com os adultos. Isto poupava-nos a conversas enfadonhas e incompreensíveis, a milhas do nosso mundo tão outro, e deixava-nos livres para projectos essenciais, como ir ver oscilar os agriões nos regatos e fazer colares e brincos de cerejas. Baptizávamos as árvores, passeávamos de burro, fabricávamos grinaldas de flores do campo. Fazíamos quadras ao desafio, inventávamos palavras e entoávamos melodias nunca aprendidas.
Na Infância as escolas ainda não tinham fechado. Ensinavam-nos coisas inúteis como as regras da sintaxe e da ortografia, coisas traumáticas como sujeitos, predicados e complementos directos, coisas imbecis como verbos e tabuadas. Tinham a infeliz ideia de nos ensinar a pensar e a surpreendente mania de acreditar que isso era bom.
Não batíamos na professora, levávamos-lhe flores.
E depois ainda havia infância para perceber o aroma do suco das maçãs trincadas com dentes novos, um rasto de hortelã nos aventais, a angustia de esperar o nascer do sol sem ter a certeza de que viria (não fosse a ousadia dos pássaros só visíveis na luz indecisa da aurora), a beleza das cantigas límpidas das camponesas, o fulgor das papoilas. E havia a praia, o mar, as bolas de Berlim. (As bolas de Berlim são uma espécie de ex-libris da Infância e nunca mais na vida houve fosse o que fosse que nos soubesse tão bem).
Aos quatro anos aprendi a ler; aos seis fazia versos, aos nove ensinaram-me inglês e pude alargar o âmbito das minhas leituras infantis. Aos treze fui, interna, para o Colégio. Ali havia muitas raparigas que cheiravam a pão, escreviam cartas às escondidas, e sonhavam com os filmes que viam nas férias. Tínhamos a certeza de que o Tyrone Power havia de vir buscar-nos, com os seus olhos morenos, depois de nos ter visto fazer uma entrada espampanante no salão de baile onde o Fred Astaire já nos teria escolhido para seu par ideal.
Chamava-se a isto Adolescência, as formas cresciam-nos como as necessidades do espírito, música, leitura, poesia, para mim sobretudo literatura, história universal, história de arte, descobrimentos e o Camões a contar aquilo tudo, e as professoras a dizerem, aplica-te, menina, que vais ser escritora.
Eram aulas gloriosas, em que a espuma do mar entrava pela janela, a música da poesia medieval ressoava nas paredes cheias de sol, ay eu coitada, como vivo em gran cuidado, e ay flores, se sabedes novas, vai-las lavar alva, e o rio corria entre as carteiras e nele molhávamos os pés e as almas.
Além de tudo isto, que sorte, ainda havia tremas e acentos graves.
Mas também tínhamos a célebre aula de Economia Doméstica de onde saíamos com a sensação de que a mulher era uma merdinha frágil, sem vontade própria, sempre a obedecer ao marido, fraca de espírito que não de corpo, pois, tendo passado o dia inteiro a esfregar o chão com palha de aço, a espalhar cera, a puxar-lhe o lustro, mal ouvia a chave na porta havia de apresentar-se ao macho milagrosamente fresca, vestida de Doris Day, a mesa posta, o jantarinho rescendente, e nem uma unha partida, nem um cabelo desalinhado, lá-lá-lá, chegaste, meu amor, que felicidade! (A professora era uma solteirona, mais sonhadora do que nós, que sabia todas as receitas do mundo para tirar todas as nódoas do mundo e os melhores truques para arear os tachos de cobre que ninguém tinha na vida real).
Mas o que sabíamos nós da vida real? Aos 17 anos entrei para a Faculdade sem fazer a mínima ideia do que isso fosse. Aos 19 casei-me, ainda completamente em branco (e não me refiro só à cor do vestido). Só seis anos, três filhos e centenas de livros mais tarde é que resolvi arrumar os meus valores como quem arruma um guarda-vestidos. Isto não, isto não se usa, isto não gosto, isto sim, isto seguramente, isto talvez. Os preconceitos foram os primeiros a desandar, assim como todos os itens que à pergunta porquê só me tinham respondido porque sim, ou, pior, porque sempre foi assim. E eu, tumba, lixo, se sempre foi assim é altura de deixar de ser e começar a abrir caminho às gerações futuras (ainda não sabia que entre os meus 12 netos se contariam nove mulheres). Ouvi ontem uma jovem a dizer, a revolução que nós fizemos nos últimos anos. Não meu amor: a revolução que NÓS fizemos nos últimos 50 anos. Mas não interessa quem fez o quê. É preciso é que tenha sido feito. E que seja feito. E eu fiz tudo, quando ainda não era suposto. Quando descobri que ser livre era acreditar em mim própria, nos meus poucos, mas bons, valores pessoais.
Depois foram as circunstâncias da vida. A alegria de mais um filho, erros, acertos, disparates, generosidades, ingenuidades, tudo muito bom para aprender alguma coisa. Tudo muito bom. Aprender é a palavra chave e dou por mal empregue o dia em que não aprendo nada. Ainda espero ter tempo de aprender muita coisa, agora que decidi que a Bíblia é uma metáfora da vida humana e posso glosar essa descoberta até, praticamente, ao infinito.
Pois é. Eu achava, pobre de mim, que era poetisa. Ainda não sabia que estava só a tirar apontamentos para o que havia de fazer mais tarde. A ganhar intimidade, cumplicidade com as palavras. Também escrevia crónicas e contos e recados à mulher-a-dias. E de repente, aos 63 anos, renasci. Cresceu-me uma alma de romancista e vá de escrever dez romances em 12 anos, mais um livro de contos (Os Linhos da Avó) e sete ou oito livros infantis. (Esta não é a minha área, mas não sei porquê, pedem-me livros infantis. Ainda não escrevi nenhum que me procurasse como acontece com os romances para adultos, que vêm de noite ou quando vou no comboio e se me insinuam nos interstícios do cérebro, e me atiram para outra dimensão e me fazem sorrir por dentro o tempo todo e me tornam mais disponível, mais alegre, mais nova).
Isto da idade também tem a sua graça. Por fora, realmente, nota-se muito. Mas eu pouco olho para o espelho e esqueço-me dessa história da imagem. Quando estou em processo criativo sinto-me bonita. É como se tivesse luzinhas na cabeça. Há 45 anos, com aquela soberba muito feminina, costumava dizer que o meu espelho eram os olhos dos homens. Agora são os olhos dos meus leitores, sem distinção de sexo, raça, idade ou religião. É um progresso enorme.
Se isto fosse uma autobiografia teria que dizer que, perto dos 30, comecei a dizer poesia na televisão e pelos 40 e tais pus-me a fazer umas maluqueiras em novelas, séries, etc. Também escrevi algumas destas coisas e daqui senti-me tentada a escrever para o palco, que é uma das coisas mais consoladoras que existem (outra pessoa diria gratificantes, mas eu, não sei porquê, embirro com essa palavra). Não há nada mais bonito do que ver as nossas palavras ganharem vida, e sangue, e alma, pela voz e pelo corpo e pela inteligência dos actores. Adoro actores. Mas não me atrevo a fazer teatro porque não aprendi.
Que mais? Ah, as cantigas. Já escrevi mais de mil e 500 e é uma das coisas mais divertidas que me aconteceu. Ouvir a música e perceber o que é que lá vem escrito, porque a melodia, como o vento, tem uma alma e é preciso descobrir o que ela esconde. Depois é uma lotaria. Ou me cantam maravilhosamente bem ou tristemente mal. Mas há que arriscar e, no fundo, é só uma cantiga. Irrelevante.
Se isto fosse uma autobiografia teria muitas outras coisas para contar. Mas não conto. Primeiro, porque não quero. Segundo, porque só me dão este espaço que, para 75 anos de vida, convenhamos, não é excessivo.
Encontramo-nos no meu próximo romance..."
(esta auto-biografia foi escrita por Rosa Lobato Faria há dois anos e publicada no Jornal de Letras)
Na Infância as escolas ainda não tinham fechado. Ensinavam-nos coisas inúteis como as regras da sintaxe e da ortografia, coisas traumáticas como sujeitos, predicados e complementos directos, coisas imbecis como verbos e tabuadas. Tinham a infeliz ideia de nos ensinar a pensar e a surpreendente mania de acreditar que isso era bom.
Não batíamos na professora, levávamos-lhe flores.
E depois ainda havia infância para perceber o aroma do suco das maçãs trincadas com dentes novos, um rasto de hortelã nos aventais, a angustia de esperar o nascer do sol sem ter a certeza de que viria (não fosse a ousadia dos pássaros só visíveis na luz indecisa da aurora), a beleza das cantigas límpidas das camponesas, o fulgor das papoilas. E havia a praia, o mar, as bolas de Berlim. (As bolas de Berlim são uma espécie de ex-libris da Infância e nunca mais na vida houve fosse o que fosse que nos soubesse tão bem).
Aos quatro anos aprendi a ler; aos seis fazia versos, aos nove ensinaram-me inglês e pude alargar o âmbito das minhas leituras infantis. Aos treze fui, interna, para o Colégio. Ali havia muitas raparigas que cheiravam a pão, escreviam cartas às escondidas, e sonhavam com os filmes que viam nas férias. Tínhamos a certeza de que o Tyrone Power havia de vir buscar-nos, com os seus olhos morenos, depois de nos ter visto fazer uma entrada espampanante no salão de baile onde o Fred Astaire já nos teria escolhido para seu par ideal.
Chamava-se a isto Adolescência, as formas cresciam-nos como as necessidades do espírito, música, leitura, poesia, para mim sobretudo literatura, história universal, história de arte, descobrimentos e o Camões a contar aquilo tudo, e as professoras a dizerem, aplica-te, menina, que vais ser escritora.
Eram aulas gloriosas, em que a espuma do mar entrava pela janela, a música da poesia medieval ressoava nas paredes cheias de sol, ay eu coitada, como vivo em gran cuidado, e ay flores, se sabedes novas, vai-las lavar alva, e o rio corria entre as carteiras e nele molhávamos os pés e as almas.
Além de tudo isto, que sorte, ainda havia tremas e acentos graves.
Mas também tínhamos a célebre aula de Economia Doméstica de onde saíamos com a sensação de que a mulher era uma merdinha frágil, sem vontade própria, sempre a obedecer ao marido, fraca de espírito que não de corpo, pois, tendo passado o dia inteiro a esfregar o chão com palha de aço, a espalhar cera, a puxar-lhe o lustro, mal ouvia a chave na porta havia de apresentar-se ao macho milagrosamente fresca, vestida de Doris Day, a mesa posta, o jantarinho rescendente, e nem uma unha partida, nem um cabelo desalinhado, lá-lá-lá, chegaste, meu amor, que felicidade! (A professora era uma solteirona, mais sonhadora do que nós, que sabia todas as receitas do mundo para tirar todas as nódoas do mundo e os melhores truques para arear os tachos de cobre que ninguém tinha na vida real).
Mas o que sabíamos nós da vida real? Aos 17 anos entrei para a Faculdade sem fazer a mínima ideia do que isso fosse. Aos 19 casei-me, ainda completamente em branco (e não me refiro só à cor do vestido). Só seis anos, três filhos e centenas de livros mais tarde é que resolvi arrumar os meus valores como quem arruma um guarda-vestidos. Isto não, isto não se usa, isto não gosto, isto sim, isto seguramente, isto talvez. Os preconceitos foram os primeiros a desandar, assim como todos os itens que à pergunta porquê só me tinham respondido porque sim, ou, pior, porque sempre foi assim. E eu, tumba, lixo, se sempre foi assim é altura de deixar de ser e começar a abrir caminho às gerações futuras (ainda não sabia que entre os meus 12 netos se contariam nove mulheres). Ouvi ontem uma jovem a dizer, a revolução que nós fizemos nos últimos anos. Não meu amor: a revolução que NÓS fizemos nos últimos 50 anos. Mas não interessa quem fez o quê. É preciso é que tenha sido feito. E que seja feito. E eu fiz tudo, quando ainda não era suposto. Quando descobri que ser livre era acreditar em mim própria, nos meus poucos, mas bons, valores pessoais.
Depois foram as circunstâncias da vida. A alegria de mais um filho, erros, acertos, disparates, generosidades, ingenuidades, tudo muito bom para aprender alguma coisa. Tudo muito bom. Aprender é a palavra chave e dou por mal empregue o dia em que não aprendo nada. Ainda espero ter tempo de aprender muita coisa, agora que decidi que a Bíblia é uma metáfora da vida humana e posso glosar essa descoberta até, praticamente, ao infinito.
Pois é. Eu achava, pobre de mim, que era poetisa. Ainda não sabia que estava só a tirar apontamentos para o que havia de fazer mais tarde. A ganhar intimidade, cumplicidade com as palavras. Também escrevia crónicas e contos e recados à mulher-a-dias. E de repente, aos 63 anos, renasci. Cresceu-me uma alma de romancista e vá de escrever dez romances em 12 anos, mais um livro de contos (Os Linhos da Avó) e sete ou oito livros infantis. (Esta não é a minha área, mas não sei porquê, pedem-me livros infantis. Ainda não escrevi nenhum que me procurasse como acontece com os romances para adultos, que vêm de noite ou quando vou no comboio e se me insinuam nos interstícios do cérebro, e me atiram para outra dimensão e me fazem sorrir por dentro o tempo todo e me tornam mais disponível, mais alegre, mais nova).
Isto da idade também tem a sua graça. Por fora, realmente, nota-se muito. Mas eu pouco olho para o espelho e esqueço-me dessa história da imagem. Quando estou em processo criativo sinto-me bonita. É como se tivesse luzinhas na cabeça. Há 45 anos, com aquela soberba muito feminina, costumava dizer que o meu espelho eram os olhos dos homens. Agora são os olhos dos meus leitores, sem distinção de sexo, raça, idade ou religião. É um progresso enorme.
Se isto fosse uma autobiografia teria que dizer que, perto dos 30, comecei a dizer poesia na televisão e pelos 40 e tais pus-me a fazer umas maluqueiras em novelas, séries, etc. Também escrevi algumas destas coisas e daqui senti-me tentada a escrever para o palco, que é uma das coisas mais consoladoras que existem (outra pessoa diria gratificantes, mas eu, não sei porquê, embirro com essa palavra). Não há nada mais bonito do que ver as nossas palavras ganharem vida, e sangue, e alma, pela voz e pelo corpo e pela inteligência dos actores. Adoro actores. Mas não me atrevo a fazer teatro porque não aprendi.
Que mais? Ah, as cantigas. Já escrevi mais de mil e 500 e é uma das coisas mais divertidas que me aconteceu. Ouvir a música e perceber o que é que lá vem escrito, porque a melodia, como o vento, tem uma alma e é preciso descobrir o que ela esconde. Depois é uma lotaria. Ou me cantam maravilhosamente bem ou tristemente mal. Mas há que arriscar e, no fundo, é só uma cantiga. Irrelevante.
Se isto fosse uma autobiografia teria muitas outras coisas para contar. Mas não conto. Primeiro, porque não quero. Segundo, porque só me dão este espaço que, para 75 anos de vida, convenhamos, não é excessivo.
Encontramo-nos no meu próximo romance..."
(esta auto-biografia foi escrita por Rosa Lobato Faria há dois anos e publicada no Jornal de Letras)
domingo, 30 de maio de 2010
"A Carochinha arranjadinha" - Um grande sucesso, uma grande festa
Uma grande festa! Era a expressão mais usada por todos os que presenciaram, no Fórum Machico, a este espectáculo. Com uma sala cheia, pais e crianças, viram e aplaudiram mais uma grande actuação da Universidade Sénior de Machico com a peça "A Carochinha arranjadinha", excelentemente coordenada pela professora Ana Gil.
Num segundo momento a alegria não foi menor: palhaços e muita música vieram abrilhantar, ainda mais, esta grande festa com os artista convidados Pedro Garcia, Joana Belo, Margarida Silva e Diogo Garcia. A noite acabou em grande!
Parabéns a todos os que tornaram possível a realização deste espectáculo e, principalmente, a todos as crianças.
Um feliz Dia Mundial da Criança, estes são os votos da Junta de Freguesia de Machico.
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terça-feira, 25 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
A importância das tecnologias da informação e comunicação
A importância das tecnologias da informação e comunicação
Adriana Campos| 2010-05-12 (educare)
O uso das novas tecnologias de informação e comunicação no contexto da sala de aula pode evitar aquilo que mais desgasta o pessoal docente: a falta de motivação dos seus alunos!
Numa conversa recente, alguém que trabalha diariamente com alunos afirmava: "De novas tecnologias não percebo nada." A este comentário, impulsivamente, respondi: "Se não percebes, tens de perceber!". A forma como esta conversa prosseguiu não é para aqui importante, o que é fundamental é reflectir no porquê de, nos dias de hoje, ser indispensável a existência de uma relação íntima entre a escola e as tecnologias da informação e comunicação (TIC).
Ao longo da História da Humanidade, há múltiplos exemplos que provam que a possibilidade de ter acesso rápido à informação é, do ponto de vista teórico, uma possibilidade de ter poder. Acredita-se hoje que o segredo das vitórias napoleónicas por toda a Europa se deveu à rapidez com que a informação circulava entre todos os envolvidos nas batalhas, graças a um sistema portátil de comunicação, por sinais visuais, que Napoleão tinha aperfeiçoado. Na guerra civil americana, sistemas parecidos foram também utilizados, com elevado sucesso. Quer queiramos quer não, a electricidade e a velocidade de acesso à informação passaram a ser indicadores fundamentais do desenvolvimento da sociedade.
Como podemos nós formar cidadãos responsáveis, críticos, criadores e transformadores da sociedade, se a educação não se adaptar às grandes mutações sociais, culturais e económicas criadas pela eclosão das novas tecnologias? A educação tradicional está, sem dúvida, cada vez mais divorciada das necessidades reais dos seus destinatários, na medida em que as economias transitaram de lógicas industriais para lógicas do saber. Uma vez que o mercado de trabalho necessita de mão-de-obra cada vez mais especializada no manejo dos sistemas de informação e de comunicação, é obrigação dos sistemas educativos atender a tal exigência, sob pena de ficarem totalmente obsoletos!
O uso das novas tecnologias de informação e comunicação no contexto da sala de aula pode evitar aquilo que mais desgasta o pessoal docente: a falta de motivação dos seus alunos! Na verdade, todos sabemos que muitas vezes os assuntos abordados nas aulas não despertam interesse porque são apresentados de maneira muito formal e rígida, não deixando espaço ao trabalho autónomo ou de grupo, ao levantamento de hipóteses, à exploração. As novas tecnologias permitem que os alunos aprendam fazendo coisas, em vez de aprenderem ouvindo dizer como é que as coisas devem ser feitas.
Note-se que a introdução das TIC no contexto escolar não tem sido fácil, não só porque existem sérios obstáculos em termos de espaço e funcionamento, mas também porque é exigido ao professor que repense e reorganize as suas estratégias. Enquanto no passado o professor detinha a autoridade da informação, com o novo sistema de ensino a sua autoridade passa a ser desafiada. Os alunos passam a ter a capacidade de procurar informação sobre vários assuntos, sendo, por isso, mais críticos e criativos! Este facto gera, por vezes, ansiedade e insegurança no pessoal docente! Estes sentimentos só poderão ser atenuados mediante a realização de mais formação neste âmbito e com a interiorização por parte dos professores da noção de que a era do "professor sábio" já faz parte do passado.
Num mundo em que a informação abunda, o professor desempenha um papel determinante no sentido de ajudar os alunos a separarem o "trigo do joio", dado que ter acesso à informação não significa saber usá-la. Ajudar os alunos a perceber que muita da informação facilmente disponível não interessa, é ruído ou até enganosa, é algo fundamental nos dias de hoje.
Face ao exposto, poder-se-á concluir que na escola actual a não utilização das TIC é algo incompatível com as necessidades reais da sociedade moderna.
Adriana Campos| 2010-05-12 (educare)
O uso das novas tecnologias de informação e comunicação no contexto da sala de aula pode evitar aquilo que mais desgasta o pessoal docente: a falta de motivação dos seus alunos!
Numa conversa recente, alguém que trabalha diariamente com alunos afirmava: "De novas tecnologias não percebo nada." A este comentário, impulsivamente, respondi: "Se não percebes, tens de perceber!". A forma como esta conversa prosseguiu não é para aqui importante, o que é fundamental é reflectir no porquê de, nos dias de hoje, ser indispensável a existência de uma relação íntima entre a escola e as tecnologias da informação e comunicação (TIC).
Ao longo da História da Humanidade, há múltiplos exemplos que provam que a possibilidade de ter acesso rápido à informação é, do ponto de vista teórico, uma possibilidade de ter poder. Acredita-se hoje que o segredo das vitórias napoleónicas por toda a Europa se deveu à rapidez com que a informação circulava entre todos os envolvidos nas batalhas, graças a um sistema portátil de comunicação, por sinais visuais, que Napoleão tinha aperfeiçoado. Na guerra civil americana, sistemas parecidos foram também utilizados, com elevado sucesso. Quer queiramos quer não, a electricidade e a velocidade de acesso à informação passaram a ser indicadores fundamentais do desenvolvimento da sociedade.
Como podemos nós formar cidadãos responsáveis, críticos, criadores e transformadores da sociedade, se a educação não se adaptar às grandes mutações sociais, culturais e económicas criadas pela eclosão das novas tecnologias? A educação tradicional está, sem dúvida, cada vez mais divorciada das necessidades reais dos seus destinatários, na medida em que as economias transitaram de lógicas industriais para lógicas do saber. Uma vez que o mercado de trabalho necessita de mão-de-obra cada vez mais especializada no manejo dos sistemas de informação e de comunicação, é obrigação dos sistemas educativos atender a tal exigência, sob pena de ficarem totalmente obsoletos!
O uso das novas tecnologias de informação e comunicação no contexto da sala de aula pode evitar aquilo que mais desgasta o pessoal docente: a falta de motivação dos seus alunos! Na verdade, todos sabemos que muitas vezes os assuntos abordados nas aulas não despertam interesse porque são apresentados de maneira muito formal e rígida, não deixando espaço ao trabalho autónomo ou de grupo, ao levantamento de hipóteses, à exploração. As novas tecnologias permitem que os alunos aprendam fazendo coisas, em vez de aprenderem ouvindo dizer como é que as coisas devem ser feitas.
Note-se que a introdução das TIC no contexto escolar não tem sido fácil, não só porque existem sérios obstáculos em termos de espaço e funcionamento, mas também porque é exigido ao professor que repense e reorganize as suas estratégias. Enquanto no passado o professor detinha a autoridade da informação, com o novo sistema de ensino a sua autoridade passa a ser desafiada. Os alunos passam a ter a capacidade de procurar informação sobre vários assuntos, sendo, por isso, mais críticos e criativos! Este facto gera, por vezes, ansiedade e insegurança no pessoal docente! Estes sentimentos só poderão ser atenuados mediante a realização de mais formação neste âmbito e com a interiorização por parte dos professores da noção de que a era do "professor sábio" já faz parte do passado.
Num mundo em que a informação abunda, o professor desempenha um papel determinante no sentido de ajudar os alunos a separarem o "trigo do joio", dado que ter acesso à informação não significa saber usá-la. Ajudar os alunos a perceber que muita da informação facilmente disponível não interessa, é ruído ou até enganosa, é algo fundamental nos dias de hoje.
Face ao exposto, poder-se-á concluir que na escola actual a não utilização das TIC é algo incompatível com as necessidades reais da sociedade moderna.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Pai condenado a pagar 10 mil euros
O Supremo Tribunal de Justiça confirmou a condenação do pai de uma aluna de uma escola em Almada. Terá de pagar uma indemnização de 10 mil euros a uma professora, por injúrias.
Os factos remontam a 7 de Março de 2001, quando, numa reunião na Escola Secundária Anselmo de Andrade, em Almada, o encarregado de educação apelidou a professora de História da Arte e Oficina de Artes de "mentirosa", "bandalho", "aberração para o ensino" e "incompetente".
in http://www.educare.pt
Os factos remontam a 7 de Março de 2001, quando, numa reunião na Escola Secundária Anselmo de Andrade, em Almada, o encarregado de educação apelidou a professora de História da Arte e Oficina de Artes de "mentirosa", "bandalho", "aberração para o ensino" e "incompetente".
in http://www.educare.pt
segunda-feira, 3 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
Recepção da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima

Convida-se todos os amantes do cicloturismo para a recepção da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima a recebe-La, pelas 18h:30min, no Túnel do Caniçal, Machico - Madeira, e acompanha-La, em procissão, até à Praça do Fórum Machico.
Não esquecer o capacete e as luzes...
Mais informações em cicloperegrinacaomachicofatima.blogspot.com
Aparece e divulga!
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Machico
E-ensino; E-aulas; E-manual

Para quem foi do tempo do quadro preto, estão perante as chamadas «Novas Tecnologias»; para quem não conheceu esse tempo, as novas tecnologias são uma expressão sem significado, simplesmente porque não conheceram as velhas.
A propósito do novos manuais para o 10º ano, todos as editoras inseriram a possibilidade das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nas suas propostas estratégicas para o ensino do Português.
Aqueles professores que, entretanto, foram aderindo a novas ferramentas, ganharam o epíteto de »Professores Inovadores»; todavia, outros foram impedidos de o fazer: ou porque não tiveram essa liberdade, ou porque não tiveram as feramentas necessárias; ou porque não quiseram evoluir; ou por outras razões...
Agora, será professor aquele que se deixar possuir por uma nova mentalidade de trabalho.
Deixa de fazer qualquer sentido: o professor fala, os alunos ouvem e tiram dúvidas. Esta é a forma do insucesso, está ultrapassada!
Os professores inovadores serão aqueles que resistindo ao marasmo de um tempo histórico, forem capazes de criar uma nova imagem da escola e do professor.
Não bastará ter um computador...ter um projector...
A arte de ser professor será: a capacidade de fazer com que os seus alunos criem saber!
A Conferência Professores Inovadores teve um ponto comum (Secretário Regional de Educação, Director Regional de Educação, Director de Recursos Educativos, Microsoft, Oradores vários): se as TIC não fizerem parte da vida do professor, nunca haverá inovação!
Será que se aproxima nova época dos descobrimentos com os Velhos do Restelo?
sexta-feira, 23 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
E-learning: para os cépticos!

O que é o e-learning
O E-Learning
O e-learning é apenas uma das formas de acesso a formação através da internet possuindo muitas vantagens sobre a formação convencional.
O desenvolvimento da capacidade multimédia do computador, nomeadamente a sua capacidade de apresentar vídeo, áudio e a grande interactividade, bem como a penetração da internet e o aumento da largura de banda disponível, fizeram com que o computador pessoal se tenha tornado o grande veículo de acesso à informação.
No e-learning o formando passa a ter uma papel fundamental e a aprendizagem tem predominância sobre o ensino, possibilitando mais facilmente o desenvolvimento de competências.
Uma das variantes do e-learning é o b-learning ou formação mista que combina aformação convencional em sala com auto-formação, aproveitando o que cada uma tem de melhor.
As vantagens do e-learning
As tecnologias de informação têm cada vez mais ferramentas e estão mais acessíveis, pelo que o e-learning representa muitas vantagens para os particulares e para as organizações nomeadamente:
Maior acessibilidade: através da internet e a públicos cada vez mais numerosos;
Versatilidade temporal: a formação pode ser ministrada no horário mais conveniente para o formando;
Ritmo individual de aprendizagem: o formando pode fazer a aprendizagem ao seu ritmo;
Eliminação de custos de deslocações e de barreiras geográficas;
Rápida distribuição dos cursos e planos de formação.
Fonte: http://www.sfm.pt/
domingo, 11 de abril de 2010
Problema ou ocasião?

A extinta URSS transformava os opositores em alvo a abater.
A nova era põe à prova quem se pretende emancipar...e assim o mundo evolui.
Perante o vento: ou fugimos, ou o aproveitamos para progredir.
Quando um problema se torna num alvo a abater, teremos um guerra!
Quando uma dificuldade se torna numa oportunidade, só pderemos ter mais e melhor progresso!
Gostei do que ouvi, neste fim de semana!
sexta-feira, 9 de abril de 2010
O saber?!
domingo, 4 de abril de 2010
Um pânico moral
Sacerdotes pedófilos: um pânico moral
Por Massimo Introvigne
Por que motivo se volta a falar de sacerdotes pedófilos, com acusações que remontam à
Alemanha, a pessoas próximas do Papa, e talvez mesmo ao próprio Papa? A sociologia
tem alguma coisa a dizer sobre isto, ou deve deixar o assunto exclusivamente ao
cuidado dos jornalistas? Parece-me que a sociologia tem muito a dizer, e que não deve
calar-se por receio de desagradar a algumas pessoas. Do ponto de vista do sociólogo, a
actual discussão sobre os sacerdotes pedófilos constitui um exemplo típico de «pânico
moral». O conceito surgiu nos anos 70 do século XX, para explicar a «hiperconstrução
social» de que alguns problemas são objecto; mais precisamente, os pânicos morais
foram definidos como problemas socialmente construídos, caracterizados por uma
sistemática amplificação dos dados reais, quer a nível mediático, quer nas discussões
políticas. Os pânicos morais têm ainda duas outras características: em primeiro lugar,
problemas sociais que existem desde há várias décadas são reconstruídos, nas narrativas
mediáticas e políticas, como problemas «novos», ou como problemas que foram objecto
de um alegado crescimento, dramático e recente; em segundo lugar, a sua incidência é
exagerada por estatísticas folclóricas que, embora não confirmadas por estudos
académicos, são repetidas pelos meios de comunicação, podendo inspirar persistentes
campanhas mediáticas. Por seu turno, Philip Jenkins sublinhou o papel dos
«empresários morais», pessoas cujos interesses nem sempre são óbvios, na criação e na
gestão destes pânicos. Os pânicos morais não fazem bem a ninguém; distorcem a
percepção dos problemas, comprometendo a eficácia das medidas destinadas a resolvêlos.
A uma análise mal feita não pode nunca deixar de se seguir uma intervenção mal
feita.
Sejamos claros: na origem dos pânicos morais estão condições objectivas e perigos
reais; os problemas não são inventados, as suas dimensões estatísticas é que são
exageradas. Numa série de interessantes estudos, Philip Jenkins mostrou que a questão
dos sacerdotes pedófilos é talvez o exemplo mais típico de pânico moral; com efeito,
estão aqui presentes os dois elementos característicos desta situação: um dado real de
partida, e um exagero deste dado por obra de ambíguos «empresários morais».
2
Comecemos pelo dado real de partida. Há sacerdotes pedófilos. Alguns casos,
repugnantes e perturbadores, foram alvo de condenações peremptórias, e os próprios
acusados nunca se declararam inocentes. Estes casos – passados nos Estados Unidos, na
Irlanda, na Austrália – explicam as severas palavras proferidas pelo Papa, bem como o
pedido de perdão que dirigiu às vítimas. Mesmo que se tratasse apenas de dois casos – ou
de um só –, seriam sempre demais; contudo, a partir do momento em que não basta pedir
perdão – por muito nobre e oportuna que tal atitude seja –, sendo preciso evitar que os
casos se repitam, não é indiferente saber se foram dois, ou duzentos, ou vinte mil. Como
também não é irrelevante saber se os casos são mais ou menos numerosos entre os
sacerdotes e os religiosos católicos do que entre outras categorias de pessoas. Os
sociólogos são muitas vezes acusados de trabalhar com a frieza dos números, esquecendo
que, por detrás dos números, se encontram pessoas; acontece porém que, embora
insuficientes, os números são necessários, porque são o fundamento de uma análise
adequada.
Para se compreender como é que, a partir de um dado tragicamente real, se passou a
um estado de pânico moral, é pois necessário perguntar quantos são os sacerdotes
pedófilos. Os dados mais amplos sobre esta matéria foram recolhidos nos Estados Unidos
onde, em 2004, a Conferência Episcopal encomendou um estudo independente ao John
Jay College de Justiça Criminal da Universidade de Nova Iorque, que não é uma
universidade católica e que é unanimemente reconhecida como a mais autorizada
instituição académica americana em criminologia. De acordo com este estudo, entre 1950
e 2002, 4392 sacerdotes americanos (num total de 109.000) foram acusados de manter
relações sexuais com menores; destes, pouco mais de uma centena foram condenados
pelos tribunais civis. O reduzido número de condenações por parte do Estado deriva de
vários factores. Em alguns casos, as vítimas – efectivas ou presumidas – acusaram
sacerdotes que já tinham morrido, ou cujos alegados crimes já tinham prescrito; noutros
casos, a acusação e a condenação canónica não corresponde à violação de nenhuma lei
civil, como acontece, por exemplo, em diversos estados americanos em que o sacerdote
tenha tido relações com uma – ou mesmo com um – menor com mais de dezasseis anos
que tenha consentido no acto. Mas também houve muitos casos clamorosos de sacerdotes
inocentes que foram acusados, casos que se multiplicaram na década de 1990, quando
alguns escritórios de advogados perceberam que podiam arrancar indemnizações
milionárias na base de simples suspeitas. Os apelos à «tolerância zero» justificam-se, mas
também não deve haver tolerância relativamente à calúnia de sacerdotes inocentes.
Acrescento que, relativamente aos Estados Unidos, os números não mudariam de forma
3
significativa se lhes juntássemos o período de 2002 a 2010, porque o estudo do John Jay
College já fazia notar o «notável declínio» do número de casos observado no ano 2000.
As novas investigações foram muito poucas, e as condenações pouquíssimas, devido às
rigorosas medidas introduzidas, quer pelos bispos americanos, quer pela Santa Sé.
O estudo do John Jay College afirma, como muitas vezes se lê, que 4% dos
sacerdotes americanos são «pedófilos»? Nem pensar. De acordo com o referido estudo,
78,2% das acusações que já ultrapassaram a puberdade. Ter relações sexuais com uma
rapariga de dezassete anos não é certamente um acto de virtude, muito menos para um
sacerdote; mas também não é um acto de pedofilia. Assim, os sacerdotes acusados de
pedofilia efectiva nos Estados Unidos foram 958 em cinquenta e dois anos, ou seja,
dezoito por ano; as condenações foram 54, ou seja, pouco mais de uma por ano. referemse
a menores
O número de condenações penais de sacerdotes e religiosos noutros países é
semelhante ao dos Estados Unidos, ainda que não exista, relativamente a nenhum país,
um estudo completo como o do John Jay College. Na Irlanda, são frequentemente citados
relatórios governamentais, que definem como «endémica» a presença de abusos nos
colégios e orfanatos (masculinos) geridos por algumas dioceses e ordens religiosas, e não
há dúvida de que houve casos de gravíssimos abusos sexuais de menores neste país. Uma
análise sistemática destes relatórios permite contudo perceber que muitas das acusações
dizem respeito à utilização de meios correctivos excessivos ou violentos. O chamado
Relatório Ryan, de 2009, que recorre a uma linguagem muito dura no que diz respeito à
Igreja Católica, assinala, em 25.000 alunos de colégios, reformatórios e orfanatos, no
período analisado, 253 acusações de abusos sexuais por parte de rapazes e 128 por parte
de raparigas (e nem todas são atribuídas a sacerdotes, religiosos ou religiosas), de
natureza e gravidade diversas, raramente referidas a crianças pré-púberes e que ainda mais
raramente conduziram a condenações.
As polémicas das últimas semanas, relativas à Alemanha e à Áustria, expõem uma
característica típica dos pânicos morais: apresentar como «novos» factos ocorridos há
muitos anos ou, como em alguns casos, conhecidos parcialmente há mais de trinta anos. O
facto de eventos ocorridos em 1980 terem chegado à primeira página dos jornais
apresentados como se tivessem acontecido ontem – e com particular insistência no que
diz respeito à Baviera, a área geográfica de onde o Papa é originário –, e de deles
resultarem violentas polémicas, com ataques concentrados, que todos os dias anunciam,
em estilo gritante, novas «descobertas», mostra claramente que o pânico moral é
4
promovido por «empresários morais» de forma organizada e sistemática. O caso que – de
acordo com os títulos de alguns jornais – «envolve o Papa» é um caso de manual; referese
a um episódio de abusos que teve lugar na Arquidiocese de Munique da Baviera e
Freising, da qual era Arcebispo o actual Pontífice, e que remonta a 1980. O caso veio à
luz em 1985 e foi julgado por um tribunal alemão em 1986, estabelecendo, entre outras
coisas, que a decisão de instalar o sacerdote em questão na diocese não tinha sido tomada
pelo Cardeal Ratzinger, nem era sequer do seu conhecimento, circunstância que não é
propriamente de estranhar numa diocese grande, com uma burocracia complexa. A
verdadeira questão deve ser, pois: o que leva um jornal alemão a decidir recuperar o caso,
e trazê-lo à primeira página vinte e quatro anos depois?
Uma pergunta desagradável – porque o simples facto de a colocar parece uma
atitude defensiva, e também não consola as vítimas –, mas importante, é a de saber se um
sacerdote católico corre, pelo facto de o ser, mais riscos de vir a ser pedófilo ou de abusar
sexualmente de menores do que a maioria da população, duas situações que, como se viu,
não são idênticas, porque abusar de uma rapariga de dezasseis anos não é ser pedófilo. É
fundamental responder a esta pergunta, para descobrir as causas do fenómeno, e portanto
para poder evitá-lo. De acordo com os estudos de Philip Jenkins, comparando a Igreja
Católica dos Estados Unidos com as principais denominações protestantes, a presença de
pedófilos é, dependendo das denominações, duas a dez vezes superior entre os pastores
protestantes. A questão é relevante, porque mostra que o problema não é o celibato, dado
que, na sua maioria, os pastores protestantes são casados. No mesmo período em que uma
centena de sacerdotes católicos eram condenados por abusos sexuais de menores, o
número de professores de educação física e de treinadores de equipas desportivas jovens,
também quase todos casados, considerados culpados do mesmo delito nos tribunais
americanos atingia os seis mil. Os exemplos podem multiplicar-se, e não só nos Estados
Unidos. E o principal dado a ter em conta, de acordo com os relatórios periódicos do
governo americano, é o de que dois terços dos abusos sexuais a menores não são feitos
por estranhos, ou por educadores – incluindo os sacerdotes católicos e os pastores
protestantes –, mas por membros da família: padrastos, tios, primos, irmãos e pelos
próprios pais. E existem dados semelhantes relativamente a muitos outros países.
E há um dado ainda mais significativo, mesmo que politicamente incorrecto: 80%
dos pedófilos são homossexuais, são homens que abusam de outros homens. E – voltando
a citar Philip Jenkins – 90% dos sacerdotes católicos condenados por abusos sexuais de
menores e pedofilia são homossexuais. Se a Igreja Católica tem efectivamente um
5
problema, não é o do celibato, mas o de uma certa tolerância da homossexualidade nos
seminários, que teve particular incidência nos anos 70, a época em que foi ordenada a
grande maioria dos sacerdotes que foram posteriormente condenados por abusos. Um
problema que Bento XVI está a corrigir com todo o vigor. De forma mais geral, o
regresso à moral, à disciplina ascética, à meditação sobre a verdadeira e grandiosa
natureza do sacerdócio, são os melhores antídotos contra a verdadeira tragédia que é a
pedofilia; e o Ano Sacerdotal também deve ter esse objectivo.
Relativamente a 2006 – altura em a BBC emitiu o documentário de Colm
O’Gorman, deputado irlandês e activista homossexual – e a 2007 – altura em que Santoro
apresentou a respectiva versão italiana em Annozero –, não há, na realidade, grandes
novidades, à excepção de uma crescente severidade e vigilância por parte da Igreja. Os
casos dolorosos dos quais se tem falado nas últimas semanas não são todos inventados,
mas sucederam há vinte ou trinta anos.
Ou talvez haja uma novidade. Como se explica esta recuperação, em 2010, de casos
antigos e muitos deles já conhecidos, ao ritmo de um por dia, atacando de forma sempre
mais directa o Papa, um ataque aliás paradoxal, tendo em consideração a enorme
severidade, primeiro do Cardeal Ratzinger, e depois de Bento XVI, relativamente a este
tema? Os «empresários morais» que organizam o pânico têm objectivos específicos,
objectivos esses que se vão tornando cada vez mais claros, e que não são a protecção das
crianças. A leitura de certos artigos permite compreender que – na véspera de escolhas
políticas, jurídicas e mesmo eleitorais que, um pouco por toda a Europa e pelo mundo,
põem em questão a administração da pílula RU486, a eutanásia, o reconhecimento das
uniões homossexuais, temas em que a voz da Igreja e do Papa é quase a única que se
ergue a defender a vida e a família – poderosos grupos de pressão se esforçam por
desqualificar preventivamente esta voz com a acusação mais infamante, que é também,
hoje em dia, a mais fácil de fazer: a acusação de favorecer ou tolerar a pedofilia. Estes
grupos de pressão mais ou menos maçónicos são uma prova do sinistro poder da
tecnocracia, evocado pelo mesmo Bento XVI na encíclica Caritas in Veritate e
denunciado por João Paulo II na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1985 (de
08.12.1984), quando se referia aos «desígnios ocultos», a par de outros «abertamente
propagandeados», «com vista a subjugar os povos a regimes em que Deus não conta».
Vivemos realmente numa hora de trevas, que traz à mente a profecia de um grande
pensador católico do século XIX, o piemontês Emiliano Avogadro della Motta (1798-
1865), que afirmava que das ruínas provocadas pelas ideologias laicistas nasceria uma
6
verdadeira «demonolatria», que se manifestaria de modo especial no ataque à família e à
verdadeira noção do matrimónio. Restabelecer a verdade sociológica sobre os pânicos
morais relativamente aos sacerdotes e à pedofilia não permitirá travar este grupo de
pressão, mas poderá constituir, pelo menos, uma pequena e devida homenagem à
grandeza de um Pontífice e de uma Igreja feridos e caluniados porque se recusam a calarse
nas matérias que dizem respeito à vida e à família.
Março de 2010
Quem é Massimo Introvigne
Nasceu em Roma em 1955. É um reconhecido sociólogo, filósofo e escritor italiano.
É o fundador e director do “Centro de Estudos sobre Novas Religiões” (Centro Studi sulle Nuove Religioni - CESNUR), uma rede internacional de estudiosos dos novos movimentos religiosos.
Massimo Introvigne é membro da secção de Sociologia da Relgiião da Associação Italiana de Sociologia e é autor de cerca de 40 livros, entre os quais a “Enciclopédia das Religiões na Itália”, e de centenas de artigos no campo da sociologia das religiões.
É também Consultor em questões de propriedade industrial, especializado em “propriedade intelectual”.
Por Massimo Introvigne
Por que motivo se volta a falar de sacerdotes pedófilos, com acusações que remontam à
Alemanha, a pessoas próximas do Papa, e talvez mesmo ao próprio Papa? A sociologia
tem alguma coisa a dizer sobre isto, ou deve deixar o assunto exclusivamente ao
cuidado dos jornalistas? Parece-me que a sociologia tem muito a dizer, e que não deve
calar-se por receio de desagradar a algumas pessoas. Do ponto de vista do sociólogo, a
actual discussão sobre os sacerdotes pedófilos constitui um exemplo típico de «pânico
moral». O conceito surgiu nos anos 70 do século XX, para explicar a «hiperconstrução
social» de que alguns problemas são objecto; mais precisamente, os pânicos morais
foram definidos como problemas socialmente construídos, caracterizados por uma
sistemática amplificação dos dados reais, quer a nível mediático, quer nas discussões
políticas. Os pânicos morais têm ainda duas outras características: em primeiro lugar,
problemas sociais que existem desde há várias décadas são reconstruídos, nas narrativas
mediáticas e políticas, como problemas «novos», ou como problemas que foram objecto
de um alegado crescimento, dramático e recente; em segundo lugar, a sua incidência é
exagerada por estatísticas folclóricas que, embora não confirmadas por estudos
académicos, são repetidas pelos meios de comunicação, podendo inspirar persistentes
campanhas mediáticas. Por seu turno, Philip Jenkins sublinhou o papel dos
«empresários morais», pessoas cujos interesses nem sempre são óbvios, na criação e na
gestão destes pânicos. Os pânicos morais não fazem bem a ninguém; distorcem a
percepção dos problemas, comprometendo a eficácia das medidas destinadas a resolvêlos.
A uma análise mal feita não pode nunca deixar de se seguir uma intervenção mal
feita.
Sejamos claros: na origem dos pânicos morais estão condições objectivas e perigos
reais; os problemas não são inventados, as suas dimensões estatísticas é que são
exageradas. Numa série de interessantes estudos, Philip Jenkins mostrou que a questão
dos sacerdotes pedófilos é talvez o exemplo mais típico de pânico moral; com efeito,
estão aqui presentes os dois elementos característicos desta situação: um dado real de
partida, e um exagero deste dado por obra de ambíguos «empresários morais».
2
Comecemos pelo dado real de partida. Há sacerdotes pedófilos. Alguns casos,
repugnantes e perturbadores, foram alvo de condenações peremptórias, e os próprios
acusados nunca se declararam inocentes. Estes casos – passados nos Estados Unidos, na
Irlanda, na Austrália – explicam as severas palavras proferidas pelo Papa, bem como o
pedido de perdão que dirigiu às vítimas. Mesmo que se tratasse apenas de dois casos – ou
de um só –, seriam sempre demais; contudo, a partir do momento em que não basta pedir
perdão – por muito nobre e oportuna que tal atitude seja –, sendo preciso evitar que os
casos se repitam, não é indiferente saber se foram dois, ou duzentos, ou vinte mil. Como
também não é irrelevante saber se os casos são mais ou menos numerosos entre os
sacerdotes e os religiosos católicos do que entre outras categorias de pessoas. Os
sociólogos são muitas vezes acusados de trabalhar com a frieza dos números, esquecendo
que, por detrás dos números, se encontram pessoas; acontece porém que, embora
insuficientes, os números são necessários, porque são o fundamento de uma análise
adequada.
Para se compreender como é que, a partir de um dado tragicamente real, se passou a
um estado de pânico moral, é pois necessário perguntar quantos são os sacerdotes
pedófilos. Os dados mais amplos sobre esta matéria foram recolhidos nos Estados Unidos
onde, em 2004, a Conferência Episcopal encomendou um estudo independente ao John
Jay College de Justiça Criminal da Universidade de Nova Iorque, que não é uma
universidade católica e que é unanimemente reconhecida como a mais autorizada
instituição académica americana em criminologia. De acordo com este estudo, entre 1950
e 2002, 4392 sacerdotes americanos (num total de 109.000) foram acusados de manter
relações sexuais com menores; destes, pouco mais de uma centena foram condenados
pelos tribunais civis. O reduzido número de condenações por parte do Estado deriva de
vários factores. Em alguns casos, as vítimas – efectivas ou presumidas – acusaram
sacerdotes que já tinham morrido, ou cujos alegados crimes já tinham prescrito; noutros
casos, a acusação e a condenação canónica não corresponde à violação de nenhuma lei
civil, como acontece, por exemplo, em diversos estados americanos em que o sacerdote
tenha tido relações com uma – ou mesmo com um – menor com mais de dezasseis anos
que tenha consentido no acto. Mas também houve muitos casos clamorosos de sacerdotes
inocentes que foram acusados, casos que se multiplicaram na década de 1990, quando
alguns escritórios de advogados perceberam que podiam arrancar indemnizações
milionárias na base de simples suspeitas. Os apelos à «tolerância zero» justificam-se, mas
também não deve haver tolerância relativamente à calúnia de sacerdotes inocentes.
Acrescento que, relativamente aos Estados Unidos, os números não mudariam de forma
3
significativa se lhes juntássemos o período de 2002 a 2010, porque o estudo do John Jay
College já fazia notar o «notável declínio» do número de casos observado no ano 2000.
As novas investigações foram muito poucas, e as condenações pouquíssimas, devido às
rigorosas medidas introduzidas, quer pelos bispos americanos, quer pela Santa Sé.
O estudo do John Jay College afirma, como muitas vezes se lê, que 4% dos
sacerdotes americanos são «pedófilos»? Nem pensar. De acordo com o referido estudo,
78,2% das acusações que já ultrapassaram a puberdade. Ter relações sexuais com uma
rapariga de dezassete anos não é certamente um acto de virtude, muito menos para um
sacerdote; mas também não é um acto de pedofilia. Assim, os sacerdotes acusados de
pedofilia efectiva nos Estados Unidos foram 958 em cinquenta e dois anos, ou seja,
dezoito por ano; as condenações foram 54, ou seja, pouco mais de uma por ano. referemse
a menores
O número de condenações penais de sacerdotes e religiosos noutros países é
semelhante ao dos Estados Unidos, ainda que não exista, relativamente a nenhum país,
um estudo completo como o do John Jay College. Na Irlanda, são frequentemente citados
relatórios governamentais, que definem como «endémica» a presença de abusos nos
colégios e orfanatos (masculinos) geridos por algumas dioceses e ordens religiosas, e não
há dúvida de que houve casos de gravíssimos abusos sexuais de menores neste país. Uma
análise sistemática destes relatórios permite contudo perceber que muitas das acusações
dizem respeito à utilização de meios correctivos excessivos ou violentos. O chamado
Relatório Ryan, de 2009, que recorre a uma linguagem muito dura no que diz respeito à
Igreja Católica, assinala, em 25.000 alunos de colégios, reformatórios e orfanatos, no
período analisado, 253 acusações de abusos sexuais por parte de rapazes e 128 por parte
de raparigas (e nem todas são atribuídas a sacerdotes, religiosos ou religiosas), de
natureza e gravidade diversas, raramente referidas a crianças pré-púberes e que ainda mais
raramente conduziram a condenações.
As polémicas das últimas semanas, relativas à Alemanha e à Áustria, expõem uma
característica típica dos pânicos morais: apresentar como «novos» factos ocorridos há
muitos anos ou, como em alguns casos, conhecidos parcialmente há mais de trinta anos. O
facto de eventos ocorridos em 1980 terem chegado à primeira página dos jornais
apresentados como se tivessem acontecido ontem – e com particular insistência no que
diz respeito à Baviera, a área geográfica de onde o Papa é originário –, e de deles
resultarem violentas polémicas, com ataques concentrados, que todos os dias anunciam,
em estilo gritante, novas «descobertas», mostra claramente que o pânico moral é
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promovido por «empresários morais» de forma organizada e sistemática. O caso que – de
acordo com os títulos de alguns jornais – «envolve o Papa» é um caso de manual; referese
a um episódio de abusos que teve lugar na Arquidiocese de Munique da Baviera e
Freising, da qual era Arcebispo o actual Pontífice, e que remonta a 1980. O caso veio à
luz em 1985 e foi julgado por um tribunal alemão em 1986, estabelecendo, entre outras
coisas, que a decisão de instalar o sacerdote em questão na diocese não tinha sido tomada
pelo Cardeal Ratzinger, nem era sequer do seu conhecimento, circunstância que não é
propriamente de estranhar numa diocese grande, com uma burocracia complexa. A
verdadeira questão deve ser, pois: o que leva um jornal alemão a decidir recuperar o caso,
e trazê-lo à primeira página vinte e quatro anos depois?
Uma pergunta desagradável – porque o simples facto de a colocar parece uma
atitude defensiva, e também não consola as vítimas –, mas importante, é a de saber se um
sacerdote católico corre, pelo facto de o ser, mais riscos de vir a ser pedófilo ou de abusar
sexualmente de menores do que a maioria da população, duas situações que, como se viu,
não são idênticas, porque abusar de uma rapariga de dezasseis anos não é ser pedófilo. É
fundamental responder a esta pergunta, para descobrir as causas do fenómeno, e portanto
para poder evitá-lo. De acordo com os estudos de Philip Jenkins, comparando a Igreja
Católica dos Estados Unidos com as principais denominações protestantes, a presença de
pedófilos é, dependendo das denominações, duas a dez vezes superior entre os pastores
protestantes. A questão é relevante, porque mostra que o problema não é o celibato, dado
que, na sua maioria, os pastores protestantes são casados. No mesmo período em que uma
centena de sacerdotes católicos eram condenados por abusos sexuais de menores, o
número de professores de educação física e de treinadores de equipas desportivas jovens,
também quase todos casados, considerados culpados do mesmo delito nos tribunais
americanos atingia os seis mil. Os exemplos podem multiplicar-se, e não só nos Estados
Unidos. E o principal dado a ter em conta, de acordo com os relatórios periódicos do
governo americano, é o de que dois terços dos abusos sexuais a menores não são feitos
por estranhos, ou por educadores – incluindo os sacerdotes católicos e os pastores
protestantes –, mas por membros da família: padrastos, tios, primos, irmãos e pelos
próprios pais. E existem dados semelhantes relativamente a muitos outros países.
E há um dado ainda mais significativo, mesmo que politicamente incorrecto: 80%
dos pedófilos são homossexuais, são homens que abusam de outros homens. E – voltando
a citar Philip Jenkins – 90% dos sacerdotes católicos condenados por abusos sexuais de
menores e pedofilia são homossexuais. Se a Igreja Católica tem efectivamente um
5
problema, não é o do celibato, mas o de uma certa tolerância da homossexualidade nos
seminários, que teve particular incidência nos anos 70, a época em que foi ordenada a
grande maioria dos sacerdotes que foram posteriormente condenados por abusos. Um
problema que Bento XVI está a corrigir com todo o vigor. De forma mais geral, o
regresso à moral, à disciplina ascética, à meditação sobre a verdadeira e grandiosa
natureza do sacerdócio, são os melhores antídotos contra a verdadeira tragédia que é a
pedofilia; e o Ano Sacerdotal também deve ter esse objectivo.
Relativamente a 2006 – altura em a BBC emitiu o documentário de Colm
O’Gorman, deputado irlandês e activista homossexual – e a 2007 – altura em que Santoro
apresentou a respectiva versão italiana em Annozero –, não há, na realidade, grandes
novidades, à excepção de uma crescente severidade e vigilância por parte da Igreja. Os
casos dolorosos dos quais se tem falado nas últimas semanas não são todos inventados,
mas sucederam há vinte ou trinta anos.
Ou talvez haja uma novidade. Como se explica esta recuperação, em 2010, de casos
antigos e muitos deles já conhecidos, ao ritmo de um por dia, atacando de forma sempre
mais directa o Papa, um ataque aliás paradoxal, tendo em consideração a enorme
severidade, primeiro do Cardeal Ratzinger, e depois de Bento XVI, relativamente a este
tema? Os «empresários morais» que organizam o pânico têm objectivos específicos,
objectivos esses que se vão tornando cada vez mais claros, e que não são a protecção das
crianças. A leitura de certos artigos permite compreender que – na véspera de escolhas
políticas, jurídicas e mesmo eleitorais que, um pouco por toda a Europa e pelo mundo,
põem em questão a administração da pílula RU486, a eutanásia, o reconhecimento das
uniões homossexuais, temas em que a voz da Igreja e do Papa é quase a única que se
ergue a defender a vida e a família – poderosos grupos de pressão se esforçam por
desqualificar preventivamente esta voz com a acusação mais infamante, que é também,
hoje em dia, a mais fácil de fazer: a acusação de favorecer ou tolerar a pedofilia. Estes
grupos de pressão mais ou menos maçónicos são uma prova do sinistro poder da
tecnocracia, evocado pelo mesmo Bento XVI na encíclica Caritas in Veritate e
denunciado por João Paulo II na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1985 (de
08.12.1984), quando se referia aos «desígnios ocultos», a par de outros «abertamente
propagandeados», «com vista a subjugar os povos a regimes em que Deus não conta».
Vivemos realmente numa hora de trevas, que traz à mente a profecia de um grande
pensador católico do século XIX, o piemontês Emiliano Avogadro della Motta (1798-
1865), que afirmava que das ruínas provocadas pelas ideologias laicistas nasceria uma
6
verdadeira «demonolatria», que se manifestaria de modo especial no ataque à família e à
verdadeira noção do matrimónio. Restabelecer a verdade sociológica sobre os pânicos
morais relativamente aos sacerdotes e à pedofilia não permitirá travar este grupo de
pressão, mas poderá constituir, pelo menos, uma pequena e devida homenagem à
grandeza de um Pontífice e de uma Igreja feridos e caluniados porque se recusam a calarse
nas matérias que dizem respeito à vida e à família.
Março de 2010
Quem é Massimo Introvigne
Nasceu em Roma em 1955. É um reconhecido sociólogo, filósofo e escritor italiano.
É o fundador e director do “Centro de Estudos sobre Novas Religiões” (Centro Studi sulle Nuove Religioni - CESNUR), uma rede internacional de estudiosos dos novos movimentos religiosos.
Massimo Introvigne é membro da secção de Sociologia da Relgiião da Associação Italiana de Sociologia e é autor de cerca de 40 livros, entre os quais a “Enciclopédia das Religiões na Itália”, e de centenas de artigos no campo da sociologia das religiões.
É também Consultor em questões de propriedade industrial, especializado em “propriedade intelectual”.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Arciprestado de Machico e Santa Cruz recebem a Imagem Peregrina
A primeira comunidade do Arciprestado de Machico e Santa Cruz a receber a Imagem Peregrina será a paróquia da Camacha, nas seguintes datas:
Dias 11- 12 de Abril - Paróquia da Camacha
Dia 13 de Abril - Paróquia do Rochão
Dias 14-15 de Abril - Paróquia da Assomada
Dias 15-18 de Abril - Paróquia do Caniço
Dias 18-20 de Abril - Paróquia das Eiras
Dias 20-22 de Abril - Paróquia de Gaula
Dias 22-23 de Abril - Paróquia da Achada de Gaula
Dias 24-25 de Abril - Paróquia do Santo da Serra
Dia 25 de Abril - Paróquia da Ribeira de Machico
Dias 26-27 de Abril - Paróquia de João Ferino (Capela da Pereira)
Dias 27-28 de Abril - Paróquia das Preces
Dias 28-29 de Abril - Paróquia do Piquinho
Dias 29-30 de Abril - Paróquia da Lombada
Dias 30 de Abril a 2 de Maio - Paróquia de Santa Cruz
Dias 2-3 de Maio - Paróquia da Água de Pena
Dias 3-5 de Maio - Paróquia do Caniçal
Dias 5-9 de Maio - Paróquias de Machico/Ribeira Seca
Dia 9 de Maio, às 19h:30min, no Largo do Fórum de Machico, Celebração Diocesana de despedida da Imagem Peregrina seguida de Procissão até à Igreja Matriz de Machico, onde a Imagem permanecerá para uma noite de Vigília até ao final da manhã do dia 10.
A Igreja Matriz de Machico estará todo este tempo permanentemente aberta (noite de 9 e manhã de 10 de Maio)
Dia 10 de Maio, em hora a anunciar, partida da Imagem Peregrina para o Santuário de Fátima, acompanhada pelos participantes na Peregrinação Diocesana, que está a ser organizada (10 a 13 de Maio).
Concerto em homenagem à Imagem Peregrina
A igreja do Colégio acolhe amanhã, às 21 horas, um concerto em honra da Virgem de Fátima que estará presente nesta iniciativa organizada pelas paróquias do Funchal. O concerto será dado por um conjunto de vários Coros: Coro Infantil, Coro Juvenil, Coro de Câmara, Ensemble Vocal Pacis Regina, Quinteto de Cordas, Quinteto de Metais e convidados, do Gabinete Coordenador de Educação Artística. A entrada para este concerto é livre.
Visita da Imagem Peregrina de Fátima na Páscoa
Conforme foi anunciado, no calendário da Visita da Imagem da Virgem Peregrina à nossa Diocese, de 21 de Março (5.º Domingo da Quaresma) a 11 de Abril de 2010 (2º Domingo da Páscoa) suspendem-se as visitas às paróquias, proporcionando o encontro e a veneração da Imagem nalgumas instituições e lugares de especial significado e alcance pastoral.Assim, tendo em atenção as características e o ambiente religioso da quadra da Páscoa, durante o período acima indicado, a visita terá o seguinte programa:
De 21 a 23 de Março - Seminário Diocesano do Funchal
23 a 26 de Março - Colégio Missionário, Sacerdotes do Coração de Jesus
26 a 27 de Março - Hospital dos Marmeleiros
27 a 29 de Março - Hospital Dr Nélio Mendonça
29 a 31 de Março - Quinta das Rosas – Irmãs Vitorianas
1 a 6 de Abril - Irmãs Clarissas Mosteiro de Santo António (ver pormenores na pág. 8)
6 e 7 de Abril - Casa de Saúde São João de Deus (Trapiche), Ordem Hospitaleira de São João de Deus
7 a 9 de Abril - Centro de reabilitação psicopedagógica da Sagrada Família, Irmãs Hospitaleiras do Sag C. de Jesus (Álamos)
9 a 11 de Abril - Casa de Saúde Câmara Pestana - Irmãs Hospitaleiras do Sag Coração de Jesus (São Gonçalo)
11 de Abril- Entrega da Imagem Peregrina à Paróquia da Camacha; seguindo-se depois a visita pelas várias comunidades paroquiais do Arciprestado de Machico e Santa Cruz (ver calendário também nesta página).
Imagem no Seminário Diocesano
O Seminário Maior de Nossa Senhora de Fátima, que a partir de hoje recebe a visita da Imagem Peregrina, convida os sacerdotes da nossa Diocese para um encontro a realizar amanhã, 22 de Março, com o seguinte programa:
10h:00min - acolhimento
10h:15min - reflexão por D. Teodoro de Faria: “«Eis a tua mãe!» E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua.” (Jo 19, 27)
11h:15min - tempo de meditação e de oração
12h:00min- Eucaristia presidida por D. António Carrilho, Bispo do Funchal; lembra-se aos sacerdotes que tragam “alva e estola”.
13h:00min - almoço.
Dias 11- 12 de Abril - Paróquia da Camacha
Dia 13 de Abril - Paróquia do Rochão
Dias 14-15 de Abril - Paróquia da Assomada
Dias 15-18 de Abril - Paróquia do Caniço
Dias 18-20 de Abril - Paróquia das Eiras
Dias 20-22 de Abril - Paróquia de Gaula
Dias 22-23 de Abril - Paróquia da Achada de Gaula
Dias 24-25 de Abril - Paróquia do Santo da Serra
Dia 25 de Abril - Paróquia da Ribeira de Machico
Dias 26-27 de Abril - Paróquia de João Ferino (Capela da Pereira)
Dias 27-28 de Abril - Paróquia das Preces
Dias 28-29 de Abril - Paróquia do Piquinho
Dias 29-30 de Abril - Paróquia da Lombada
Dias 30 de Abril a 2 de Maio - Paróquia de Santa Cruz
Dias 2-3 de Maio - Paróquia da Água de Pena
Dias 3-5 de Maio - Paróquia do Caniçal
Dias 5-9 de Maio - Paróquias de Machico/Ribeira Seca
Dia 9 de Maio, às 19h:30min, no Largo do Fórum de Machico, Celebração Diocesana de despedida da Imagem Peregrina seguida de Procissão até à Igreja Matriz de Machico, onde a Imagem permanecerá para uma noite de Vigília até ao final da manhã do dia 10.
A Igreja Matriz de Machico estará todo este tempo permanentemente aberta (noite de 9 e manhã de 10 de Maio)
Dia 10 de Maio, em hora a anunciar, partida da Imagem Peregrina para o Santuário de Fátima, acompanhada pelos participantes na Peregrinação Diocesana, que está a ser organizada (10 a 13 de Maio).
Concerto em homenagem à Imagem Peregrina
A igreja do Colégio acolhe amanhã, às 21 horas, um concerto em honra da Virgem de Fátima que estará presente nesta iniciativa organizada pelas paróquias do Funchal. O concerto será dado por um conjunto de vários Coros: Coro Infantil, Coro Juvenil, Coro de Câmara, Ensemble Vocal Pacis Regina, Quinteto de Cordas, Quinteto de Metais e convidados, do Gabinete Coordenador de Educação Artística. A entrada para este concerto é livre.
Visita da Imagem Peregrina de Fátima na Páscoa
Conforme foi anunciado, no calendário da Visita da Imagem da Virgem Peregrina à nossa Diocese, de 21 de Março (5.º Domingo da Quaresma) a 11 de Abril de 2010 (2º Domingo da Páscoa) suspendem-se as visitas às paróquias, proporcionando o encontro e a veneração da Imagem nalgumas instituições e lugares de especial significado e alcance pastoral.Assim, tendo em atenção as características e o ambiente religioso da quadra da Páscoa, durante o período acima indicado, a visita terá o seguinte programa:
De 21 a 23 de Março - Seminário Diocesano do Funchal
23 a 26 de Março - Colégio Missionário, Sacerdotes do Coração de Jesus
26 a 27 de Março - Hospital dos Marmeleiros
27 a 29 de Março - Hospital Dr Nélio Mendonça
29 a 31 de Março - Quinta das Rosas – Irmãs Vitorianas
1 a 6 de Abril - Irmãs Clarissas Mosteiro de Santo António (ver pormenores na pág. 8)
6 e 7 de Abril - Casa de Saúde São João de Deus (Trapiche), Ordem Hospitaleira de São João de Deus
7 a 9 de Abril - Centro de reabilitação psicopedagógica da Sagrada Família, Irmãs Hospitaleiras do Sag C. de Jesus (Álamos)
9 a 11 de Abril - Casa de Saúde Câmara Pestana - Irmãs Hospitaleiras do Sag Coração de Jesus (São Gonçalo)
11 de Abril- Entrega da Imagem Peregrina à Paróquia da Camacha; seguindo-se depois a visita pelas várias comunidades paroquiais do Arciprestado de Machico e Santa Cruz (ver calendário também nesta página).
Imagem no Seminário Diocesano
O Seminário Maior de Nossa Senhora de Fátima, que a partir de hoje recebe a visita da Imagem Peregrina, convida os sacerdotes da nossa Diocese para um encontro a realizar amanhã, 22 de Março, com o seguinte programa:
10h:00min - acolhimento
10h:15min - reflexão por D. Teodoro de Faria: “«Eis a tua mãe!» E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua.” (Jo 19, 27)
11h:15min - tempo de meditação e de oração
12h:00min- Eucaristia presidida por D. António Carrilho, Bispo do Funchal; lembra-se aos sacerdotes que tragam “alva e estola”.
13h:00min - almoço.
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Santa Cruz
quarta-feira, 31 de março de 2010
Mourinho sem rodeios
"Estou muito feliz com o Inter, mas não no futebol italiano"...
"Falo sempre através do coração e seria suspenso se o fizesse agora sobre a Serie A".
"Não gosto do futebol italiano e o futebol italiano não gosta de mim".
Não há como mudar!...E falar à-vontade!
"Falo sempre através do coração e seria suspenso se o fizesse agora sobre a Serie A".
"Não gosto do futebol italiano e o futebol italiano não gosta de mim".
Não há como mudar!...E falar à-vontade!
segunda-feira, 29 de março de 2010
Páscoa

Tempo de mudança, nem que seja de trabalho para outra tarefa.
Mas a «páscoa» desejada seria a da vontade de querer a vontade de fazer algo.
Agora é preciso aproveitar o sossego que alguns ainda deixam passar e tentar que o tempo ensine a rejuvenescer...
Apenas que o ódio, a vingança, e outras sensações e vontades se transformem...
E viva a «páscoa»...e venham muitas amêndoas!
Precisamos disto!
domingo, 14 de março de 2010
Espectáculo de Solidariedade “Ajuda a Madeira”
A Junta de Freguesia de Machico tem a honra de convidar V. Ex.ª e família a participar no Espectáculo de Solidariedade “Ajuda a Madeira”, a ter lugar no dia 20 de Março de 2010, sábado, pelas 20h:30min, no Fórum Machico. Compareça e contribua para a reconstrução da Madeira!
Em virtude do temporal que assolou a Região Autónoma da madeira e não podendo ficar indiferentes às inúmeros pessoas afectadas, a Junta Freguesia de Machico organiza, no dia 20 de Março de 2010, sábado, pelas 20h:30min, no Fórum Machico, um Espectáculo de Solidariedade “Ajuda a Madeira”.
Com início previsto para as 20h:30min, este evento de solidariedade irá contar com diversas figuras e convidados de destaque do mundo da música da Região e do Concelho de Machico.
Entre os artistas convidados encontram-se a Vânia Fernandes, Pedro Garcia, Sara Correia, Flores de Maio, Cláudia Nóbrega, São de Leste, Grupo de Fados de Machico, Tuna da banda Municipal de Machico/Casa do Povo de Machico, Amigos da Música/De Passagem, Prestige Dance, Metamorfose, Nuno Nicolau, Grupo Folclórico de Machico, enquanto os deveres de apresentação do espectáculo estão a cargo de Elma Vieira.
Organizado pela Junta de Freguesia de Machico, em solidariedade para com as vítimas da catástrofe natural que atingiu a Madeira recentemente, os interessados podem comprar bilhetes na Junta de Freguesia de Machico, e no Fórum Machico pelo módico preço de dez (10) euros. Obrigado apoio!
Programa (programa susceptível de sofre alteração)
20h:30min - Elma Vieira - Apresentação do Espectáculo de Solidariedade
20h:40min - Pedro Garcia (TVI - Uma canção para ti)
20h:50min - Flores de Maio (coro)
21h:05min - Nuno Nicolau
21h:10min - Amigos da Música/De Passagem (banda musical)
21h:25min - Grupo de Fados de Machico (fados)
21h:35min – Tuna da Banda Municipal de Machico/Casa do Povo de Machico (tunas)
21h:45min – Intervalo
21h:55min - Sara Correia (TVI - Uma canção para ti)
22h:05min - São de Leste (banda musical)
22h:15min - Prestige Dance (clube de dança)
22h:25min - Metamorfose (banda musical)
22h:35min - Cláudia Nóbrega/João Luís Freire (poesia)
22h:45min - Grupo Folclórico de Machico (folclore)
22h:55min – Vânia Fernandes (RTP – Vencedora da 3.ª Edição do programa de talentos musicais "Operação Triunfo")
23h:15min - Fim
Organização
Em virtude do temporal que assolou a Região Autónoma da madeira e não podendo ficar indiferentes às inúmeros pessoas afectadas, a Junta Freguesia de Machico organiza, no dia 20 de Março de 2010, sábado, pelas 20h:30min, no Fórum Machico, um Espectáculo de Solidariedade “Ajuda a Madeira”.
Com início previsto para as 20h:30min, este evento de solidariedade irá contar com diversas figuras e convidados de destaque do mundo da música da Região e do Concelho de Machico.
Entre os artistas convidados encontram-se a Vânia Fernandes, Pedro Garcia, Sara Correia, Flores de Maio, Cláudia Nóbrega, São de Leste, Grupo de Fados de Machico, Tuna da banda Municipal de Machico/Casa do Povo de Machico, Amigos da Música/De Passagem, Prestige Dance, Metamorfose, Nuno Nicolau, Grupo Folclórico de Machico, enquanto os deveres de apresentação do espectáculo estão a cargo de Elma Vieira.
Organizado pela Junta de Freguesia de Machico, em solidariedade para com as vítimas da catástrofe natural que atingiu a Madeira recentemente, os interessados podem comprar bilhetes na Junta de Freguesia de Machico, e no Fórum Machico pelo módico preço de dez (10) euros. Obrigado apoio!
Programa (programa susceptível de sofre alteração)
20h:30min - Elma Vieira - Apresentação do Espectáculo de Solidariedade
20h:40min - Pedro Garcia (TVI - Uma canção para ti)
20h:50min - Flores de Maio (coro)
21h:05min - Nuno Nicolau
21h:10min - Amigos da Música/De Passagem (banda musical)
21h:25min - Grupo de Fados de Machico (fados)
21h:35min – Tuna da Banda Municipal de Machico/Casa do Povo de Machico (tunas)
21h:45min – Intervalo
21h:55min - Sara Correia (TVI - Uma canção para ti)
22h:05min - São de Leste (banda musical)
22h:15min - Prestige Dance (clube de dança)
22h:25min - Metamorfose (banda musical)
22h:35min - Cláudia Nóbrega/João Luís Freire (poesia)
22h:45min - Grupo Folclórico de Machico (folclore)
22h:55min – Vânia Fernandes (RTP – Vencedora da 3.ª Edição do programa de talentos musicais "Operação Triunfo")
23h:15min - Fim
Organização
Junta de Freguesia de Machico
Passeio de Cicloturismo “Solidários com as vítimas da tempestade na Madeira”
A Junta de Freguesia de Machico e o Ludens Clube de Machico vêm por este meio solicitar a V. Ex.ª a divulgação do Passeio de Cicloturismo “Solidários com as vítimas da tempestade na Madeira”, a ter lugar no dia 21 de Março de 2010, domingo, pelas 10h:00min, em frente da Câmara Municipal de Machico.
Os interessados podem inscrever-se na Junta de Freguesia de Machico pelo donativo mínimo de cinco (5) euros. Obrigado apoio!
Junta-te a nós e dá uma contribuição monetária para ajudar as famílias mais necessitadas.
Organização
Junta de Freguesia de Machico
Os interessados podem inscrever-se na Junta de Freguesia de Machico pelo donativo mínimo de cinco (5) euros. Obrigado apoio!
Junta-te a nós e dá uma contribuição monetária para ajudar as famílias mais necessitadas.
Organização
Junta de Freguesia de Machico
Ludens Clube de Machico
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sexta-feira, 12 de março de 2010
O bullying
A chamada história do Leandro tem levado a que muito se escreva e opine sobre o assunto.
Na verdade, a primeira vez que ouvi falar de bullying, pensei tratar-se algo do foro puramente académico.
Depois de alguma leitura, infelizmente, estou em crer que o termo já não é apenas um estrangeirismo.
É um assunto que merece atenção de documentação.
Assim, fui ao portalbullying.com e transcrevo:
É um termo introduzido por Dan Olweus quando pesquisava sobre tendências suicidas em jovens adolescentes. As suas investigações levaram-no a concluir que a maioria dos jovens que cometiam estes actos, tinham sofrido algum tipo de ameaça.
É um Sub tipo de violência escolar; traduz-se num conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos, levados a cabo por um ou mais alunos contra outro. Manifesta-se através de insultos, piadas, gozações, apelidos cruéis, ridicularizações, entre outros.
É uma forma de pressão social que acarreta muitos traumas na vida dos alunos que diariamente convivem com esta realidade, fazendo com que, muitas das vezes, condicionem o seu quotidiano às solicitações dos agressores.
Na maioria dos casos há um comprometimento por parte das vítimas como forma de evitar novas retaliações, conduzindo assim, a situações anómalas, já que a obrigatoriedade do silêncio faz com que a maioria dos comportamentos sejam evidenciados pelos efeitos dos danos desta pressão no rendimento escolar, por sintomatologia psicossomática, por fobia escolar, depressão.
Na dinâmica Bullying alguém sofre de maneira directa as consequências da agressividade dos outros – a vítima. Este tipo de violência difere de outros devido à sua forma; é um comportamento agressivo intencional, repetitivo e evoca um desequilíbrio de poder (entre vítima e agressor) que se vai agravando com o passar do tempo e mediante a repetição dos actos.
É mediante estes acontecimentos que quem é continuamente agredido faz uma leitura pessimista da sua capacidade para lidar com a situação, levando a que se favoreça a sensação de perca de controlo sobre a sua própria trajectória de vida e liberdade.
Já que abordo este assunto, gosto desta frase de Martin Luther King:
«Uma das coisas importantes da não violência é que não procura destruir a pessoa, mas transformá-la».
...
..
.
Na verdade, a primeira vez que ouvi falar de bullying, pensei tratar-se algo do foro puramente académico.
Depois de alguma leitura, infelizmente, estou em crer que o termo já não é apenas um estrangeirismo.
É um assunto que merece atenção de documentação.
Assim, fui ao portalbullying.com e transcrevo:
É um termo introduzido por Dan Olweus quando pesquisava sobre tendências suicidas em jovens adolescentes. As suas investigações levaram-no a concluir que a maioria dos jovens que cometiam estes actos, tinham sofrido algum tipo de ameaça.
É um Sub tipo de violência escolar; traduz-se num conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos, levados a cabo por um ou mais alunos contra outro. Manifesta-se através de insultos, piadas, gozações, apelidos cruéis, ridicularizações, entre outros.
É uma forma de pressão social que acarreta muitos traumas na vida dos alunos que diariamente convivem com esta realidade, fazendo com que, muitas das vezes, condicionem o seu quotidiano às solicitações dos agressores.
Na maioria dos casos há um comprometimento por parte das vítimas como forma de evitar novas retaliações, conduzindo assim, a situações anómalas, já que a obrigatoriedade do silêncio faz com que a maioria dos comportamentos sejam evidenciados pelos efeitos dos danos desta pressão no rendimento escolar, por sintomatologia psicossomática, por fobia escolar, depressão.
Na dinâmica Bullying alguém sofre de maneira directa as consequências da agressividade dos outros – a vítima. Este tipo de violência difere de outros devido à sua forma; é um comportamento agressivo intencional, repetitivo e evoca um desequilíbrio de poder (entre vítima e agressor) que se vai agravando com o passar do tempo e mediante a repetição dos actos.
É mediante estes acontecimentos que quem é continuamente agredido faz uma leitura pessimista da sua capacidade para lidar com a situação, levando a que se favoreça a sensação de perca de controlo sobre a sua própria trajectória de vida e liberdade.
Já que abordo este assunto, gosto desta frase de Martin Luther King:
«Uma das coisas importantes da não violência é que não procura destruir a pessoa, mas transformá-la».
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Uma opção!...
A notícia, hoje, em http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1517275, só pode deixar qualquer ser humano constrangido e tendencialmente voltado para a introspecção.
Obviamente que a vida de qualquer pessoa exige muitos sacrifícios que uns superam ou aceitam mais facilmente do que outros.
Na verdade, só pensamos na vida quando somos colocados perante a morte.
É assim que vemos e sentimos os silêncios das pessoas na despedida terrena do corpo de alguém.
Alberto Caeiro esboça uma ideia sobre esta matéria:
É talvez o último dia da minha vida.
Saudei o Sol, levantando a mão direita,
Mas não o saudei, dizendo-lhe adeus,
Fiz sinal de gostar de o ver antes: mais nada.
Continuando com a literatura portuguesa, cito Fernando Pessoa:
A miséria do meu ser,
Do ser que tenho a viver,
Tornou-se uma coisa vista.
Sou nesta vida um qualquer
Que roda fora da pista.
Ninguém conhece quem sou
Nem eu mesmo me conheço
E, se me conheço, esqueço,
Porque não vivo onde estou.
Rodo, e o meu rodar apresso.
É uma carreira invisível,
Salvo onde caio e sou visto,
Porque cair é sensível
Pelo ruído imprevisto...
Sou assim. Mas isto é crível?
Termino com este Fernando Pessoa:
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Vivamos tranquilamente e a vida sernos-á mais agradável e fácil de saborear!
...
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Obviamente que a vida de qualquer pessoa exige muitos sacrifícios que uns superam ou aceitam mais facilmente do que outros.
Na verdade, só pensamos na vida quando somos colocados perante a morte.
É assim que vemos e sentimos os silêncios das pessoas na despedida terrena do corpo de alguém.
Alberto Caeiro esboça uma ideia sobre esta matéria:
É talvez o último dia da minha vida.
Saudei o Sol, levantando a mão direita,
Mas não o saudei, dizendo-lhe adeus,
Fiz sinal de gostar de o ver antes: mais nada.
Continuando com a literatura portuguesa, cito Fernando Pessoa:
A miséria do meu ser,
Do ser que tenho a viver,
Tornou-se uma coisa vista.
Sou nesta vida um qualquer
Que roda fora da pista.
Ninguém conhece quem sou
Nem eu mesmo me conheço
E, se me conheço, esqueço,
Porque não vivo onde estou.
Rodo, e o meu rodar apresso.
É uma carreira invisível,
Salvo onde caio e sou visto,
Porque cair é sensível
Pelo ruído imprevisto...
Sou assim. Mas isto é crível?
Termino com este Fernando Pessoa:
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Vivamos tranquilamente e a vida sernos-á mais agradável e fácil de saborear!
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segunda-feira, 8 de março de 2010
I Encontro de Educação “Agir juntos na construção de uma cidadania partilhada”
A Junta de Freguesia de Machico tem a honra de convidar V. Ex.ª e família a participar no I Encontro da Educação “Agir juntos na construção de uma cidadania partilhada”, que se realiza no próximo dia 12 de Março, sexta-feira, pelas 19h:00min, no Fórum Machico. Compareça!Programa:
19h:00min - Concerto dos alunos das escolas e infantários de Machico
19h:15min - Apresentação dos objectivos do I Encontro de Educação
19h:30min - Palestra: Dr. Ivo Nunes, Psicólogo
20h:00min - Debate
20h:30min - Encerramento
19h:15min - Apresentação dos objectivos do I Encontro de Educação
19h:30min - Palestra: Dr. Ivo Nunes, Psicólogo
20h:00min - Debate
20h:30min - Encerramento
“Agir juntos na construção de uma cidadania partilhada”
De entre as diversas possibilidades de opção para uma formação permanente, chamou-nos à atenção este tema. Parece-me urgente que os agentes educativos reflictam seriamente esta temática que diz respeito a todos os que habitam esta “aldeia” (o mundo é uma “pequena aldeia” – “aldeia global”) mas particularmente a Família, a Escola e a Sociedade.
Se a definição de pessoa é “um ser em relação”, então parece-me importante que cada um saiba estar na sociedade de uma maneira socialmente humanizante. Daí ter-nos interessado escolher este tema para uma acção de formação.
Mas poderemos fazer uma simples pergunta: porque é que toda a gente se lembrou agora de que é preciso educar as nossas crianças e os nossos jovens para a cidadania? Ele são os apelos da UNESCO, são os relatórios do Parlamento Europeu, é o nosso Governo que, em 99, contemplava especificamente a educação para a cidadania como uma área curricular não disciplinar, coordenada pelo director de turma...
Tentaremos abordar esta temática envolvendo todos os agentes participantes: a Família, a Escola e a Sociedade...
Se a definição de pessoa é “um ser em relação”, então parece-me importante que cada um saiba estar na sociedade de uma maneira socialmente humanizante. Daí ter-nos interessado escolher este tema para uma acção de formação.
Mas poderemos fazer uma simples pergunta: porque é que toda a gente se lembrou agora de que é preciso educar as nossas crianças e os nossos jovens para a cidadania? Ele são os apelos da UNESCO, são os relatórios do Parlamento Europeu, é o nosso Governo que, em 99, contemplava especificamente a educação para a cidadania como uma área curricular não disciplinar, coordenada pelo director de turma...
Tentaremos abordar esta temática envolvendo todos os agentes participantes: a Família, a Escola e a Sociedade...
Organização
Junta de Freguesia de Machico
Delegação Escolar de Machico
EB1/PE de Machico
EB1/PE de Maroços
EB1/PE de Ribeira Seca
Escola da Quinta de Sant’Ana – Externato
Infantário O Barquinho
Junta de Freguesia de Machico
Delegação Escolar de Machico
EB1/PE de Machico
EB1/PE de Maroços
EB1/PE de Ribeira Seca
Escola da Quinta de Sant’Ana – Externato
Infantário O Barquinho
Infantário Rainha Santa Isabel
Etiquetas:
Cidadania,
Escola,
I Encontro de Educação,
Sociedade
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Solidariedade - Madeira 2010
Conta Solidariedade com as vítimas da Madeira
Após a tragédia que se abateu sobre a Madeira, o Banif disponibilizou desde a primeira hora uma conta de solidariedade para com as vítimas do temporal da Madeira.
Assim, já pode realizar a sua contribuição para a "Conta Solidariedade para com as vítimas da Madeira" através de:
• Depósito na conta nº 00 / 50070070
• Transferência Bancária utilizando o NIB: 0038.0040.50070070771.11
• Transferências Internacionais através do IBAN: PT50.0038.0040.50070070771.11 (código Swift BNIFPTPL)
Conta BES Madeira Solidário
Em face da situação dramática ocorrida no passado fim de semana na Região Autónoma da Madeira, a Comissão Executiva do Banco Espírito Santo (BES) decidiu criar um plano de apoio que integra as seguintes medidas a favor das autarquias afectadas pela intempérie - Funchal, Câmara de Lobos, Ribeira Brava e Santa Cruz:
• abertura imediata de uma conta para donativos – “Conta BES Madeira Solidário” (NIB 000700000083428293623) – acompanhada de uma campanha de divulgação da mesma junto dos 2,2 milhões de Clientes do Grupo BES e dos portugueses em geral;
• contribuição inicial de 500.000 euros do BES para a referida conta;
• criação imediata de uma linha de crédito com spread zero (euribor 6 meses; prazo: 12 anos), no valor de 1,5 milhões de euros para o financiamento de realojamento e reconstrução de habitações e recuperação da actividade económica das micros e pequenas empresas (nomeadamente o comércio local).
A gestão destes recursos será atribuída às câmaras municipais para aplicação de acordo com critérios de prioridade a serem definidos.
Millennium bcp apoia vítimas de tempestade na Madeira
Contribua através do site do Millennium bcp ou por transferência bancária
2010/02/22
Millennium bcp acaba de abrir uma conta solidariedade para angariar fundos de apoio para as vítimas do temporal que causou severos danos, humanos e materiais, no arquipélago da Madeira, durante o último fim-de-semana.
Para dar o seu contributo, poderá efectuar um depósito ou uma transferência bancária para a conta solidariedade "Vítimas do Temporal da Madeira" Millennium bcp com o NIB 0033 0000 00251251244 05, utilizando a rede Multibanco, o portal do banco no millenniumbcp.pt, a banca directa pelo numero 707 50 24 24 ou em qualquer sucursal Millennium bcp.
Os fundos recolhidos serão distribuídos em articulação com as autoridades locais no apoio à reconstrução e reparação dos danos causados pela temporal.
Presente na Região Autónoma da Madeira desde 1961, o Millennium bcp dispõe de uma das maiores redes de sucursais bancárias na região: 21 sucursais servem mais de 54.400 clientes.
Após a tragédia que se abateu sobre a Madeira, o Banif disponibilizou desde a primeira hora uma conta de solidariedade para com as vítimas do temporal da Madeira.
Assim, já pode realizar a sua contribuição para a "Conta Solidariedade para com as vítimas da Madeira" através de:
• Depósito na conta nº 00 / 50070070
• Transferência Bancária utilizando o NIB: 0038.0040.50070070771.11
• Transferências Internacionais através do IBAN: PT50.0038.0040.50070070771.11 (código Swift BNIFPTPL)
Conta BES Madeira Solidário
Em face da situação dramática ocorrida no passado fim de semana na Região Autónoma da Madeira, a Comissão Executiva do Banco Espírito Santo (BES) decidiu criar um plano de apoio que integra as seguintes medidas a favor das autarquias afectadas pela intempérie - Funchal, Câmara de Lobos, Ribeira Brava e Santa Cruz:
• abertura imediata de uma conta para donativos – “Conta BES Madeira Solidário” (NIB 000700000083428293623) – acompanhada de uma campanha de divulgação da mesma junto dos 2,2 milhões de Clientes do Grupo BES e dos portugueses em geral;
• contribuição inicial de 500.000 euros do BES para a referida conta;
• criação imediata de uma linha de crédito com spread zero (euribor 6 meses; prazo: 12 anos), no valor de 1,5 milhões de euros para o financiamento de realojamento e reconstrução de habitações e recuperação da actividade económica das micros e pequenas empresas (nomeadamente o comércio local).
A gestão destes recursos será atribuída às câmaras municipais para aplicação de acordo com critérios de prioridade a serem definidos.
Millennium bcp apoia vítimas de tempestade na Madeira
Contribua através do site do Millennium bcp ou por transferência bancária
2010/02/22
Millennium bcp acaba de abrir uma conta solidariedade para angariar fundos de apoio para as vítimas do temporal que causou severos danos, humanos e materiais, no arquipélago da Madeira, durante o último fim-de-semana.
Para dar o seu contributo, poderá efectuar um depósito ou uma transferência bancária para a conta solidariedade "Vítimas do Temporal da Madeira" Millennium bcp com o NIB 0033 0000 00251251244 05, utilizando a rede Multibanco, o portal do banco no millenniumbcp.pt, a banca directa pelo numero 707 50 24 24 ou em qualquer sucursal Millennium bcp.
Os fundos recolhidos serão distribuídos em articulação com as autoridades locais no apoio à reconstrução e reparação dos danos causados pela temporal.
Presente na Região Autónoma da Madeira desde 1961, o Millennium bcp dispõe de uma das maiores redes de sucursais bancárias na região: 21 sucursais servem mais de 54.400 clientes.
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Solidariedade,
Vítimas
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